O Uso da Inteligência Artificial pela População da Terceira Idade
- Isabel de Figueiredo
- 6 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
O avanço da inteligência artificial (IA) está proporcionando novos caminhos para melhorar a qualidade de vida da população idosa. Tecnologias baseadas em IA oferecem suporte na saúde, comunicação e atividades cotidianas, promovendo mais autonomia e inclusão digital. Assistentes virtuais, dispositivos de monitoramento de saúde e robôs de companhia são exemplos de como a IA tem reduzido o isolamento social e aumentado a segurança dos idosos. Além disso, a população da terceira idade também busca ferramentas de IA para ajudar no seu cotidiano e para seu laser. É importante que possamos desenvolver ferramentas que sejam voltadas para o seu uso, com interfaces mais amigáveis e também, mais seguras.
Na área da saúde, a IA já desempenha um papel crucial, com sistemas de monitoramento remoto que acompanham sinais vitais, detectam alterações no estado físico e alertam profissionais e familiares. De acordo com um estudo publicado na revista Frontiers in Digital Health, a aceitação de robôs e IA na saúde depende do equilíbrio entre eficiência e a manutenção de aspectos humanos, como empatia e cuidado emocional (Smoła et al., 2025).
Soluções inovadoras, como as desenvolvidas pela PsycoAI, aplicam algoritmos avançados para identificar padrões comportamentais em idosos e emitir alertas preventivos. Além disso, ferramentas como o EBER chatbot mostram como a tecnologia pode ser adaptada para promover a inclusão digital da terceira idade. O EBER é um assistente conversacional projetado para idosos sem familiaridade com abstrações digitais complexas, usando interações simples para entreter, informar e estimular a cognição, contribuindo para o bem-estar emocional e a redução do isolamento social (ResearchGate, 2024).
Contudo, o uso da IA entre idosos também traz desafios. É fundamental , como já foi dito, garantir a proteção de dados pessoais, desenvolver interfaces acessíveis e manter o suporte humano para evitar a sensação de desumanização. Segundo o estudo de Smoła et al. (2025), apesar da confiança crescente em tecnologias médicas, muitos idosos ainda sentem desconforto em interagir com máquinas que imitam o comportamento humano de forma excessiva.

Outro ponto importante é o papel das políticas públicas e iniciativas de capacitação digital. A inclusão da terceira idade no ambiente tecnológico requer programas que ensinem habilidades digitais de forma personalizada e respeitosa, reforçando a autonomia sem criar barreiras cognitivas. Parcerias entre governos, setor privado e sociedade civil são essenciais para ampliar o acesso e garantir que a tecnologia atenda às necessidades reais da população idosa.
Em resumo, a inteligência artificial, quando desenvolvida e aplicada com foco humanizado, representa uma poderosa aliada para melhorar a vida dos idosos. Integrar tecnologia e empatia é a chave para criar soluções inclusivas e sustentáveis, que respeitem as particularidades e potencialidades da terceira idade.
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Fontes:
Smoła, P., Młożniak, I., Wojcieszko, M., et al. (2025). Attitudes toward artificial intelligence and robots in healthcare in the general population. Frontiers in Digital Health. Disponível em: link
ResearchGate. (2024). Entertainment chatbot for the digital inclusion of elderly people without abstraction capabilities. Disponível em: link
Estado de Minas. (2025). Inteligência artificial revoluciona cuidados geriátricos no Brasil. Disponível em: link



